Um dos líderes do elenco e agora novamente titular do Palmeiras, Edu Dracena foi quem falou pelos jogadores na Argentina nesta terça-feira, véspera da partida contra o Boca Juniors, pela Libertadores. Primeiramente, ele tratou de tirar o peso da cobrança feita a Dudu na chegada ao hotel.

– O torcedor já mostrou que a média é de mais de 30 mil pessoas no estádio. Eles sabem nossa insatisfação de não ter ganhado o Paulista e estamos tranquilos porque sabemos que temos o torcedor do nosso lado – disse o zagueiro de 36 anos em entrevista coletiva em Buenos Aires.

– Sem eles (torcedores), não vamos conseguir chegar a lugar nenhum. Peço para estarem do nosso lado, como em outros momentos difíceis que a gente passou. Já estamos acostumados à cobrança. As pessoas que cobram é porque sabem o quanto podemos render.

Na madrugada desta terça-feira, quando o elenco chegou ao hotel na capital argentina, um grupo de cerca de 20 torcedores cobrou principalmente Dudu. No domingo, o atacante fez o gol da vitória sobre o Internacional, pelo Campeonato Brasileiro, e teve comemoração contida em resposta a críticas recebidas nas redes sociais.

Horas depois, palmeirenses se uniram para lançar campanha nas redes sociais em apoio ao capitão da equipe. A hashtag #DuduEstamosComVocê rapidamente se tornou um dos assuntos mais comentados do Twitter no Brasil.

O jogador Edu Dracena, da SE Palmeiras, concede entrevista coletiva, em hotel de concentração da equipe, em Buenos Aires.

O jogador Edu Dracena, da SE Palmeiras, concede entrevista coletiva, em hotel de concentração da equipe, em Buenos Aires.

Questionado sobre as declarações de Ábila, atacante do Boca Juniors, que receitou atacar desde o início e fazer “o Palmeiras sofrer” na Bombonera, Dracena comentou:

– Ele falou bem, (temos que) aprender a sofrer, e o Palmeiras está aprendendo. No futebol, tem momentos em que você é pressionado, mas você pressiona também. Vamos ter que saber lidar com isso e esperamos estar bem concentrados para não ter que correr atrás depois.

– Lógico que o Palmeiras vai entrar de igual para igual, não vem aqui para se defender. Da mesma forma que o Boca conseguiu empate, a gente pode, respeitando o Boca, conseguir um bom resultado – acrescentou.

Por Tossiro Neto, Buenos Aires, Argentina
 24/04/2018 14h36