Com quase um mês de trabalho, Eduardo Baptista tem sido elogiado por seus comandados no Palmeiras. Jean havia exaltado a intensidade de seus trabalhos; Róger Guedes, a liberdade recebida pelo técnico. Para Edu Dracena, o principal mérito do treinador é a sua aplicação e vontade de vencer.

“Estou gostando bastante, é um cara jovem, estudioso, tem alguns trabalhos diferentes, é um estilo de jogo que já tinha jogado no meu clube anterior, o 4-1-4-1. Os jogadores estão assimilando, não está 100% ainda, mas a vontade em acertar é grande. Torcemos para que ele tenha sucesso e conquiste títulos. Não é só o jogador, o técnico também não quer passar por passar. Quer marcar, ser campeão, e o Eduardo está com fome de títulos, e ser campeão no Palmeiras é diferente. Então, tomara que ele possa ter êxito como outros treinadores tiveram aqui”, elogiou o zagueiro.

Desde o início de trabalho, Eduardo Baptista tem implementado o seu esquema de preferência, o 4-1-4-1. Para o camisa 3, não há tanta dificuldade na adaptação, pois no Corinthians, com Tite, a formatação era semelhante. A mudança, na verdade, é em relação a Cuca. O atual comandante e o antecessor adotam estilos diferentes de marcação.

“Temos a nossa linha ali, que no ano passado muito acompanhava os jogadores, às vezes mano a mano, abria um espaço ou outro e o outro (jogador) já tinha de cobrir. Hoje, não. É a linha de quatro, vai caindo para o lado, o jogador vai marcando. Caiu na direita, eu marco. Saiu mais para o lado, o Jean marca. Antigamente acompanhava até o fim. Hoje fica mais posicionado e conversa mais com o companheiro. Estamos falando mais nos jogos e treinos para pegar a forma de jogar o mais rápido possível”, completou.

Veja abaixo a entrevista com Edu Dracena:

O que esperar do time neste primeiro jogo?

O que pode esperar é muita vontade. Ainda não é nosso ideal, mas a vontade de acertar e a vontade de assimilar mais rápido o que o Eduardo vem pedindo não falta. E começar vencendo, que é importante para começar com confiança. E depois do sexto, sétimo jogo começa a Libertadores, para entrarmos bem prontos para um campeonato tão difícil.

Quais diferenças do time que começou 2016 também com expectativa e este?

Eu vejo que depois de uma temporada boa, como a que fizemos em 2016, campeões brasileiros, lógico que a expectativa é grande. Chegaram bons jogadores, de seleção, e mantiveram a maioria dos atletas. Saiu só o Gabriel (Jesus), mas chegaram vários outros. A confiança e a credibilidade aumentam, e estamos preparados para encarar de frente esta responsabilidade. São jogadores experientes, vitoriosos, e tomara que a gente possa dar alegria ao nosso torcedor, que é o mais importante, como fizemos no último ano.

Você fez um trabalho físico específico neste começo de ano. Como está hoje?

Estou me sentindo muito bem. Os médicos até falaram que eu cheguei melhor do que no ano passado. O mais importante é o trabalho que fizemos individual. Não fiz às vezes um trabalho com um garoto de 22, 23 anos, até porque acho que temos de fazer um trabalho visando não só o Paulista, mas o ano todo. Estou muito feliz, me sentindo bem, na parte física e técnica. Claro que falta o ritmo de jogo, mas estou bem confiante e à disposição para ajudar ao Palmeiras quando precisar.

Falam que a dupla de zaga titular é Mina e Vitor Hugo, mas quem começa jogando o Paulista é você. Mostra a importância do grupo?

Muito se fala de grupo forte, que precisa de elenco para ser campeão, e o Palmeiras mostrou isso no ano passado. E se espelham na Europa. Lá não tem titular ou reserva. Roda muita o elenco, e aqui no Brasil está se fazendo isso. É um grupo, se somar na maioria da temporada, cada um fez 30, 30 e poucos jogos, então como pode ser reserva? Tem de ter a cabeça no lugar, focar, temos de estar sempre preparados para sempre ajudar o Palmeiras. O objetivo é ajudar o Palmeiras a ser campeão, não A ou B. É um clube grandioso, que te dá toda a estrutura para exercer o trabalho da melhor forma possível.

Qual a importância de contar com um reforço como Felipe Melo, que agrega não só tecnicamente, mas é outra voz experiente no vestiário?

O Felipe (Melo) chegou para agregar muito ao grupo. Vitorioso, e é sempre bom ter cara assim, porque chama título. É bacana, esperamos começar com o pé direito no Paulista.